Se me levas ao céu, eu me importo Se tragas-me no importuno momento em que pensava em ti, eu me importo Se me acusas de amor sincero e intenso, capaz de liquidar o sombrio vento da solidão, eu não me importo Minha culpa é de ter sido envolvido pelas palavras da poesia vulcão em fúria, explodindo a tortura que dói, mas lava a alma com a paixão De fato, estar na condição de culpado pelos versos que a alma produz, leva-me a dizer: -EU NÃO ME IMPORTO!
Um dia sonhei em ser cantor. Um daqueles que encanta o sensível escutar. Mas como ser cantor se não sabia nem falar? Um dia quis ser poeta. Um daqueles que encanta com o sussurrar. Mas como ser poeta se nem sabia rimar? Escolhi ser sonhador. Agora, canto sem saber falar e minha vida é ser poeta. Então, por que querer rimar?
Quando estavas só em seu aconchego, onde um dia estive. O que sentiu? Ardor da essência? O amor em demência? O que sentiu? Fechou os olhos, na busca por imaginar ou pensou que o amor morreu? O calor tomou conta, então uma fresta na janela se abriu. O vento entrou e bagunçou seus cabelos. Pensou no frescor ou no amor que nunca mais em ti tocou?
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