A sensação é simples. Os olhos abrem, o frio incomoda, mas o sol gélido já raiou. Despertas tu e eu, pois a sombra do desconhecido já se conheceu. Sob a pressa: ela é a mesma. Em qualquer canto é uma centopeia com mais pernas. O olhar arrepiado, corriqueiro e pontual. É hora de andar e correr se assim for preciso. A madrugada triste trouxe lágrimas, porém lágrimas salgaram também o sorriso que alcançou a solidão. E se tarde já estiver, e as horas não fizerem uma parada, o jeito é trocar o enfado pelo Fado, cantar e esperar.
Se me levas ao céu, eu me importo Se tragas-me no importuno momento em que pensava em ti, eu me importo Se me acusas de amor sincero e intenso, capaz de liquidar o sombrio vento da solidão, eu não me importo Minha culpa é de ter sido envolvido pelas palavras da poesia vulcão em fúria, explodindo a tortura que dói, mas lava a alma com a paixão De fato, estar na condição de culpado pelos versos que a alma produz, leva-me a dizer: -EU NÃO ME IMPORTO!
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